• Colecção Fundação Ilídio Pinho
  • Anamnese
  • Prémio Fundação Ilídio Pinho

Intervenção do Engº Ilídio Pinho na Sessão de Entrega do Prémio Fundação Ilídio PInho "Ciência na Escola"
09 Julho 2009

A Fundação Ilídio Pinho é uma fundação de utilidade pública e tem como missão “contribuir para que a ciência seja um factor de desenvolvimento económico, cultural, valorização humana e  solidariedade entre gerações e povos”.

 

Na prossecução dos seus objectivos, tem desenvolvido várias actividades que incluem projectos nas áreas da ciência e tecnologia, comunicação, cultura e solidariedade.

 

Na área da ciência e tecnologia, em parceria estreita com o Ministério da Educação, foi instituído há 7 anos, o Prémio Fundação Ilídio Pinho “Ciência na Escola”.

 

Em 2004, juntou-se a nós o Banco Espírito Santo que tanto carinho tem prestado a este projecto de utilidade pública, aqui representado pelo seu administrador e meu querido amigo, Dr. José Manuel Espírito Santo.

 

O objectivo desta iniciativa é estimular o desenvolvimento de projectos inovadores de educação-formação nas áreas de ciências nas escolas do ensino básico, 2º, 3º ciclos e secundárias e às quais por iniciativa do ministério da educação se juntaram o 1º ciclo e o pré-escolar.

 

Temos assim a total integração científica desde o pré-escolar ao secundário, o que é extremamente importante, pois está aberto o caminho à integração entre os jovens nos diversos graus de ensino.

 

Durante as sete edições, foram apresentados mais de 800 projectos, dos quais foram seleccionados mais de 600.

 

Este ano, concorreram 229 projectos, ultrapassando o número da anterior edição constituindo um novo recorde de adesão.

 

O Prémio Fundação Ilídio Pinho “Ciência na Escola” constitui no seu conjunto o maior prémio monetário atribuído em Portugal na área da educação, que este ano ascende a cerca de € 250.000, distribuídos por ajudas de custo, treze primeiros prémios e nove menções honrosas.

 

Aos milhares de estudantes, professores, encarregados de educação, e ao júri que desinteressadamente tem tido a árdua tarefa de seleccionar todos os projectos apresentados e para os trabalhos premiados, ou não, deixo aqui a minha mais alta admiração, pelos milhares e milhares de horas dedicadas à ciência inovadora.

 

Portugal está mais rico, proponho por isso, uma salva de palmas para todos.

 

Peço à Senhora Ministra que me permita testemunhar o papel relevante das Direcções Regionais e em especial a do Norte, com o empenhamento apaixonado e entusiasta que a Dra. Margarida Moreira e a sua equipa, tiveram no mérito desta iniciativa.

 

Senhora Ministra:

 

À sua superior intervenção, deve-se o enorme contributo que esta iniciativa está a ter numa nova cultura exponêncial de ciência inovadora nas escolas e já na sua relação com as empresas em consequência e, que seguramente irá contribuir para que as jovens gerações possam estar em condições de apoiar Portugal nos enormes desafios com que se vai confrontar na concorrência global.

 

Senhora Ministra:

 

São estes momentos de glória para as escolas que aqui estamos a viver comovidamente, que mostram que vale a pena o esforço e o acreditar em face destes resultados que aqui se veem nesta mostra, nunca vista antes, com mais de 350 projectos inovadores, fruto da relação entusiástica e de amor, entre professores e alunos.

 

Conheço as suas convicções de que a ciência não tem limites e que o conhecimento, por si só, é insuficiente.

 

A orientação estratégica e afirmativa no ensino profissional para todos os jovens é a saída para a crise económica e social em que Portugal se encontra.

 

É absolutamente fundamental que as futuras gerações sejam cultas de ciência tecnológica, para tornar Portugal um país pró-activo/inovador com capacidade de resposta em tempo real aos acontecimentos da inovação tecnológica no mundo.

 

Trata-se de uma maratona de excelência longa.

 

É importante que aqui se diga, que é obrigação de todos, nomeadamente dos órgãos da comunicação social, fazer chegar a todos os portugueses a importância deste projecto para um novo Portugal.

 

Se assim não for, teremos um país pobre e os seus cidadãos serão emigrantes ou servidores braçais em Portugal de quem detém a ciência, tecnologia e os activos. E viveremos em consequência, em submissão aos países desenvolvidos, o que é uma vergonha para todos nós.

 

Um Portugal com formação científica da sua juventude e de todos, é o desiderato.

 

Um desiderato de desenvolvimento e modernidade que ajude a melhorar o nível e a qualidade de vida dos portugueses e a sua afirmação no mundo, é o que queremos.

 

A Fundação Ilídio Pinho tem a consciência tranquila de cumprir a sua missão de utilidade pública e quer continuar.

 

 

Ilídio Pinho

« Anterior Próxima »