Intervenção do Engº Ilídio Pinho na Sessão de Entrega do Prémio Fundação Ilídio Pinho "Ciência na Escola" - 8ª Edição
05 Julho 2010
A Fundação Ilídio Pinho é uma fundação de utilidade pública e tem como missão “contribuir para que a ciência seja um factor de desenvolvimento económico, cultural, valorização humana e solidariedade entre gerações e povos”.
No prosseguimento da sua missão foi instituído há 8 anos o Prémio Fundação Ilídio Pinho “Ciência na Escola”.
O alvo foi a juventude e, através dela, uma cultura activa de conhecimento científico para todos os portugueses.
Uma cultura participativa e não reactiva às mudanças estruturais que Portugal precisava e precisa.
Impunha-se incentivar e premiar o desenvolvimento da ciência nas escolas, expresso em trabalhos inovadores apresentados por alunos e professores, e a participação dos pais.
Nos dois primeiros anos contemplou os distritos do Porto e Aveiro, respectivamente sede da fundação e naturalidade do fundador, e de seguida o Vale do Ave.
Adquirida essa experiência, o prémio passou a nacional, em parceria com o Ministério da Educação e o Banco Espírito Santo.
A dinâmica desenvolvida pelas Direcções Regionais foi de tal ordem que se impôs repensar o “Ciência na Escola”.
Concluiu-se, então, da importância de fazer um congresso, “Comciência”, expondo os trabalhos apresentados a concurso desde a primeira edição.
Mais de 7.000 alunos, professores e pais participaram com grande entusiasmo durante 36 horas non stop.
Porque foi entendido que a ciência deve ser iniciada nas crianças, alargou-se o Prémio “Ciência na Escola” ao pré-escolar.
O sucesso foi enorme e, aqui, impõe-se destacar o notável trabalho realizado pela Direcção Regional de Educação do Norte.
Em consequência, este ano concorreram 395 trabalhos, dos quais 237 foram qualificados com o prémio de presença do Banco Espírito Santo, num total de 101.700 euros e, desses, 33 são ganhadores num total de 155.000 euros pagos pela Fundação Ilídio Pinho, mais os troféus em prata, já agora, muito bonitos.
Pela primeira vez concorreram escolas dos Açores e seguramente que a Madeira virá a participar no futuro. Ou seja, definitivamente, o Prémio “Ciência na Escola” será do todo nacional, fazendo parte da cultura científica escolar com a orientação e empenhamento institucional do Ministério da Educação.
Está aberto o caminho para o desafio do desenvolvimento científico em Portugal de forma consolidada, alicerçado estruturalmente na juventude, professores e pais.
O “comciência”, totalmente alargado aos trabalhos apresentados e o dia de hoje, dinamizam o conhecimento inter-escolar.
Eu diria até que se criou espírito competitivo inter-escolas potenciando exponencialmente o desenvolvimento da ciência inovadora.
A Senhora Ministra aqui presente é a afirmação da importância da exposição anual dos projectos “Ciência na Escola”, condição base para que o conhecimento e a competição inter-escolar no domínio da ciência se afirme no entusiasmo, na paixão e na criação de riqueza.
Assim, permita-me solicitar-lhe, Senhora Ministra, que as exposições sejam alargadas a todos os trabalhos qualificados e, de três em três anos, a todos os outros, em congresso.
É que, estamos a participar num desafio científico de base nunca visto na história de Portugal. Este projecto da maior relevância é um investimento que se virá a revelar de grande importância para a viabilidade económica de Portugal e, por isso, tem de ser imparável.
Os jovens jamais perdoariam às partes envolvidas o retirar destas condições à sua formação científica.
Aos alunos, professores e pais, assim como às Direcções Regionais de Educação, quero prestar as minhas homenagens pelo notável e histórico trabalho que têm desenvolvido.
Ao Júri Nacional do Prémio, que tem tido a enorme e tão difícil tarefa de seleccionar os trabalhos, quero apresentar as minhas homenagens de grande admiração e humildemente agradecer a sua disponibilidade.
Esta missão é uma maratona de excelência, exigente nos objectivos e sem fim.
É uma necessidade nacional para o desenvolvimento e modernização de Portugal.
É o caminho para a saída da crise.
Senhora Ministra:
Quero felicitar o seu manifestado interesse pelo “Ciência na Escola” e desde logo pela iniciativa da criação do “livro electrónico”, que será editado no portal das escolas e que conterá a identificação de cada projecto e respectiva descrição e imagens.
Esta sua iniciativa é um enorme contributo para a divulgação, conhecimento e utilização da ciência inovadora apresentada.
O “livro electrónico” é da maior importância no prosseguimento do conhecimento da utilidade e valorização dos trabalhos apresentados, com os benefícios daí decorrentes.
Bem haja por esta iniciativa.
Resta-me por agora lançar um desafio à Senhora Ministra:
O projecto “Ciência na Escola” até à universidade, por tudo o que foi dito, é a base estrutural para o desenvolvimento científico em Portugal de forma consolidada.
Mas, e entretanto? Como é que se faz a interligação e a integração nas universidades destes trabalhos para que o desenvolvimento científico seja feito em continuidade, culminando no tecido empresarial?
É uma reflexão que se impõe fazer e para a qual V.ª Excelência poderá contar com o contributo da Fundação Ilídio Pinho no incentivo ao mérito.
Isto são desafios, ambições para elevar “Portugal no mundo” e para que todos os portugueses se possam orgulhar da sua pátria.
As minhas homenagens e a minha admiração a todos que tão entusiasticamente têm vivido o “Ciência na Escola”. E, nesta 8ª edição, à Directora desta escola, Rodrigues de Freitas, e em especial à DREN, Dr. António Leite, pelo mérito da organização extraordinária e inovadora, aqui visível.
Muito obrigado Senhora Ministra por dar à Fundação Ilídio Pinho a oportunidade de ser útil a Portugal.
Ilídio Pinho



