“IRRADIAÇÃO VIEIRA” – Obras da Coleção Fundação Ilídio Pinho

“IRRADIAÇÃO VIEIRA” – Obras da Coleção Fundação Ilídio Pinho

Vieira da Silva, Scenic Railway, 1957. Óleo sobre tela, 81 x 100cm

Press Release emitido pela FASVS

Pela primeira vez apresentada em Lisboa, no Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva, a coleção da Fundação Ilídio Pinho resulta da conjugação de aquisições que o Fundador Ilídio Pinho foi realizando, particularmente, ao longo da sua vida e da ação que a Fundação Ilídio Pinho desenvolveu entre 2006 e 2008 através de um Conselho das Artes de que faziam parte Alcino Cardoso, o escultor Alberto Carneiro e o curador Miguel von Hafe Pérez.

Pela primeira vez apresentada em Lisboa, no Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva, a coleção da Fundação Ilídio Pinho resulta da conjugação de aquisições que o Fundador Ilídio Pinho foi realizando, particularmente, ao longo da sua vida e da ação que a Fundação Ilídio Pinho desenvolveu entre 2006 e 2008 através de um Conselho das Artes de que faziam parte Alcino Cardoso, o escultor Alberto Carneiro e o curador Miguel von Hafe Pérez.

A exposição “IRRADIAÇÃO VIEIRA” – obras da coleção Fundação Ilídio Pinho apresenta uma perspetiva da coleção que cobre um arco temporal de 1913 a 2009, com destaque para as dezassete obras de Vieira da Silva raramente apresentadas ao público. A travessia por estes quase cem anos da história da arte nacional vai concretizar-se sem uma preocupação cronológica evidente, antes afirmando possibilidades de leituras novas e porventura surpreendentes nas relações possíveis entre autores de gerações tão distintas e com preocupações estéticas tão díspares. Na ausência de um museu onde permanentemente se possa vislumbrar aquilo que foi produzido na arte nacional nos últimos cem anos, exposições como esta que agora se apresenta permitem uma aproximação, ainda que parcelar e autoral, a uma realidade em contínuo questionamento.

Conceitos como o de “casa” ou “atelier” podem ter expressões diversas em Amadeo, Eloy, Vieira da Silva, Cabrita ou nos mais jovens Bruno Pacheco e André Cepeda. Por outro lado, quer a representação da natureza, quer os próprios desenvolvimentos das linguagens abstratas, nas suas múltiplas intencionalidades, podem provocar encontros inesperados, em Arpad, Ângelo, Batarda e autores mais recentes como Isabel Simões ou Rui Moreira. A qualidade e a singularidade das obras desta coleção permitem uma releitura dinâmica da nossa história da arte, o que se vai poder igualmente atestar numa edição que vai colocar as obras em contexto, não só com um conjunto significativo de citações de historiadores e críticos, como também de depoimentos inéditos de artistas.

Artistas: Almada Negreiros, Álvaro Lapa, Amadeo de Souza-Cardoso, André Cepeda, Ângelo de Sousa, António Sena, Arpad Szenes, Avelino Sá, Bruno Pacheco, Carla Filipe, Catarina Leitão, Daniel Barroca, Dominguez Alvarez, Eduardo Batarda, Eduardo Viana, Fernando Brito, Francisco Queirós, Gil Heitor Cortesão, Helena Almeida, Isabel Simões, Jorge Pinheiro, Jorge Queiroz, José Barrias, Julião Sarmento, Júlio Pomar, Mário Eloy, Marta Soares, Miguel Ângelo Rocha, Nikias Skapinakis, Paula Rego, Pedro Cabrita Reis, Rui Moreira, Rui Sanches, Sarah Affonso, Sónia Almeida, Susanne Themlitz, Vera Mota, Vieira da Silva.

A exposição estará aberta ao público entre 16 de junho e 26 de setembro.