APRESENTAÇÃO

Criar uma Fundação abria o caminho para que Ilídio Pinho, através dela, oferecesse ao País a sua energia, criatividade e iniciativa. Manteria assim viva a memória do seu filho, Ilídio Pedro, homenageando-o com este projeto de empreendedorismo de utilidade pública, ao serviço das causas patrióticas a que se impôs.

Ao longo da história, o espírito empreendedor e criativo, o engenho e a arte dos Portugueses foram os responsáveis pela afirmação de Portugal perante o mundo e pela divulgação da Ciência e da Cultura.

Foi esse mesmo potencial humano que levou Portugal a ser um dos pioneiros na globalização do comércio e da economia e fez da diáspora portuguesa um dos mais importantes instrumentos de divulgação cultural.

Os desafios que enfrentamos com a globalização económica, e economia digital, o desenvolvimento acelerado das ciências da vida e a sociedade de informação colocam novas interrogações aos responsáveis políticos, mas também geram novas inquietudes aos empresários porque os obrigam a correr novos riscos e a assumirem uma nova dimensão para o empreendedorismo.

Por isso, na memória dos feitos do passado, queremos apelar ao espírito empreendedor de todos que, devidamente incentivado e orientado para novos desafios, permitirá que uma nova geração de empresários e cientistas gravem os sulcos da nossa história futura, fazendo com que o mérito e a iniciativa sejam socialmente valorados.

Foi este espírito que estimulou o fundador Ilídio Pinho a construir um grupo empresarial forte e sustentado para que os seus descendentes fizessem perdurar através dos tempos.

Porém, a realização desse projeto empresarial inovador precisaria de um protagonista sucessor que, infelizmente, os limites da vida afastaram mais cedo.

Na falta do filho que prosseguiria o sentido de utilidade pública que o pai pretendia concretizar, através das empresas criadas, recorre-se a outros modelos para que o sonho se concretize em memória daquele que seria o continuador do projecto.

Para prosseguir essa missão empresarial, entendeu o fundador perpetuar as suas raízes e a memória do seu filho, Ilídio Pedro, através da criação da Fundação Ilídio Pinho. Concluiu-se ser este o modelo mais adequado para concretizar essa missão e assim garantir a perenidade do espírito e valores do seu fundador.

Escritura Pública

A escritura pública da Fundação Ilídio Pinho foi realizada na Câmara Municipal do Porto, em 24 de maio de 2000, com a presença do Primeiro-Ministro, António Guterres, do Presidente da Câmara Municipal do Porto, Nuno Cardoso, e muitas personalidades da vida nacional e até internacional, nomeadamente, as que passaram a fazer parte do seu Conselho Superior.

A este órgão, presidido pelo seu fundador Ilídio Pinho, foram estatutariamente cometidas funções de aconselhamento estratégico e outras, como dar parecer sobre os Planos e Orçamentos anuais e sobre os Relatórios de Atividades e as Contas da instituição.

Através deste Conselho, a Fundação pôde beneficiar da vastíssima experiência e da enorme competência de um think-tank único, que reunia personalidades como Mário Soares, João de Deus Pinheiro, Vítor Melícias, Valente de Oliveira, Tavares Moreira, José Lemos, António Borges, Júlio Pedrosa, Couto dos Santos, Eduardo Tracana, Horta Osório e outros.

Inauguração da Sede

Em 19 de fevereiro de 2001 foi inaugurada a sede da Fundação, no Porto, com a presença de Mário Soares, do Ministro da Ciência e Tecnologia, José Mariano Gago, que descerrou uma placa comemorativa, e do Bispo do Porto D. Armindo Lopes Coelho, que benzeu as instalações. Na mesa de honra estiveram também presentes o Secretário de Estado das Pequenas e Médias Empresas e do Comércio e Serviços, Nelson de Sousa, e o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Nuno Cardoso.

Na sessão, que contou com a presença dos membros do Conselho Superior e de muitas outras individualidades, Ilídio apresentou as suas motivações para a criação da Fundação, a missão desta e as grandes linhas de atuação.

Na sua intervenção Mariano Gago relevou a iniciativa única e a visão do empresário, que escolheu a ciência como objeto central para esta sua grande intervenção de utilidade pública.

Amadeo Souza-Cardozo - ZINC